quinta-feira, 20 de março de 2014

A TV NOS DEIXA BURRO


A INFLUÊNCIA DA TV NAS PESSOAS 

A televisão pode ser uma fuga para as pessoas diante das dificuldades do cotidiano, pois lá tem distração, entretenimento. A Tv aberta no Brasil tem um caráter meramente comercial, logo tem que vender para sobreviver. e Isso ela sabe fazer muito bem, é especialista. No documentário da BBC " Muito além do cidadão Kane " é mostrado que a Globo vende seus produtos não só no horário comercial como durante suas programações. Além de produtos, ela acaba também vendendo ideias, valores e conceitos. É fácil perceber a influência da Tv na vida das pessoas, basta observar no jeito de falar, se vestir, corte de cabelo e da visão que se tem de determinado lugar, por exemplo. Assim percebemos que a Tv pode exercer grande influência na vida das pessoas. Foi visto também no mesmo documentário que a Tv exerce forte poder de dominação, famílias inteiras ficam de frente à Tv assistindo novelas e se encantando com uma falsa realidade, o problema é que essa falsa realidade acaba avaliando o vazio social que essas pessoas têm.
Sendo que no Brasil existe cerca de 14, milhões de analfabetos, pesquisa divulgada pelo IBGE em 2010, a Tv acaba se tornando o principal meio de informação. E tudo o que é mostrado pode se tornar verdade absoluta para essas pessoas. Para elas, a televisão é um meio ditador de moda, estilo e regras sociais.
Tem uma frase que diz " Tire a televisão do Brasil e o país desaparece ". Muitas crianças brasileiras passam mais tempo diante da televisão do que em sala de aula ou convivendo com seus pais. Se tivéssemos uma educação comprometida com a formação de pessoas, principalmente como cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, capazes de intervirem na sociedade visando o bem-estar, talvez não houvesse nas programações da Tv tanta ênfase em cenas de sexo, troca de casais, mostrado de uma forma que torna tudo tão banal e desvaloriza e tira o real sentido do sexo e do matrimônio.
Assim sendo, o " comodismo " nacional é expressão da situação de inconsciência e atraso da população. Enquanto o povo brasileiro saciar-se com a tantas " improduções " televisivas, nós seremos sempre ínfimos elementos dentro de um sistema alienante  e enfraquecedor de forças coletivas, que unidas elevariam o nível de vida no Brasil .



quarta-feira, 19 de março de 2014

A TV Nos Deixa Burros

A TV só deixa burro quem quer

Intelectuais tratam a TV como se fosse uma máquina de fabricar idiotas, uma ferramenta de alienação diária, um tubo sugador de individualidades. Mas essa generalização não ajuda muito e, cada vez mais, não bate com a realidade: quem quiser ver TV de qualidade e souber procurar, hoje em dia, vai encontrá-la. E muita gente está fazendo isso. É comum que num jantar ou encontro de amigos o assunto não sejam bons filmes como A Origem ou Ilha do Medo, mas seriados e programas de TV. Quantas conversas recentes não foram sobre as saudades que Roma e Os Sopranos deixaram ­– e que até certo ponto são compensadas pelos DVDs, campeões de venda? Ou sobre as risadas que Two and a Half Men ou Mad Men não param de causar? Ou sobre a estranha personagem que é o doutor House, com sua língua de víbora e coração de manteiga?

Não é de hoje que a TV tem muitas coisas boas. Seinfeld, por exemplo, marcou uma geração de uma maneira que ainda não foi bem compreendida. As telenovelas brasileiras antes pareciam melhores, como Roque Santeiro e Vale Tudo, porque entrelaçadas com o momento histórico sem perder o que é folhetinesco, com romance, humor e suspense. Programas “cult” como L’Apostrophe e Bouillon de Culture, com ótimas entrevistas com escritores, não existem mais. Aqueles especiais do Globo Repórter sobre Tom Jobim, por exemplo, e as séries literárias como Grande Sertão: Veredas e O Tempo e o Vento nunca foram superados. Mas vamos ser honestos: nos anos 80 e mesmo 90, o que mais se tinha na TV eram os “enlatados” americanos, bobagens em horário nobre diário como Casal 20 e Magnum. Em muitas áreas – jazz, cinema, futebol – o saudosismo tem lá suas razões. Na TV, não.

Desde a chegada da TV por assinatura, o espaço para produções de grande nível – diálogos, roteiros, atuações – aumentou, permitindo um mínimo de opção para quem não suporta os programas de auditório e a ficção arrastada da TV aberta, ou mesmo os jogos de futebol. Documentários excelentes têm sido exibidos no GNT, na HBO e na Globo News. A série sobre natureza da BBC, Life, é um marco do qual se falará daqui a muitos anos. Qualquer episódio de The Good Wife ou Fringe é mais bem escrito e dirigido que todas as novelas somadas. Não por acaso, o diretor argentino do excelente longa O Segredo dos Seus Olhos, Juan José Campanella, dirigiu alguns de Law & Order – assim como Quentin Tarantino certa vez dirigiu episódios de E.R. (Plantão Médico), outro seriado que fez história.

Mais recentemente, Martin Scorsese se engajou como diretor e produtor no ótimo O Império do Contrabando, um verdadeiro romance realista em capítulos, em cartaz na HBO aos domingos. No Brasil, o diretor do filme Lavoura Arcaica, Luiz Fernando Carvalho, fez trabalhos como Os Maias e Afinal, O Que Querem as Mulheres?. Outros canais oferecem shows memoráveis, como K.D. Lang no Multishow HD, e programas musicais como o de Jools Holland, sempre com ótimos convidados, no HBO Plus. Eu poderia citar ainda programas de jornalismo, humor, sexualidade, “talk show”, etc. Mas acho que está mais provado de que a TV nem sempre emana o tédio. Basta um espectador atento.

                                                                                                            Uriel Martins