quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Eleições - Uriel



Os debates recheados de ataques entre os presidenciáveis, que no Brasil repercutem em todas as mídias e, segundo os institutos de pesquisa, podem até mudar a opinião de eleitores, pouco interessam para as pessoas ao redor do mundo. Mas correspondentes de jornais e sites estrangeiros responsáveis por noticiar o que de mais relevante acontece no Brasil, dizem que os leitores de outros países se interessam, sim, pelas eleições brasileiras.
As propostas para a economia, os perfis dos candidatos e os escândalos que abalam o andamento da corrida eleitoral são destaque desde os Estados Unidos até a China. Nesta segunda-feira, o principal jornal dos Estados Unidos, o The New York Times, disponibilizou uma página inteira da publicação para noticiar o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator de um esquema de corrupção na empresa.
A reportagem, assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, Simon Romero, disse que as denúncias estão contribuindo para aumentar a incerteza na reta final da corrida presidencial. Por telefone, Romero afirmou que, por causa de uma política interna do jornal, não poderia comentar o assunto, mas o caso também repercutiu do outro lado do Oceano Atlântico.
holandesa Marjolein van de Water, que há dois anos e meio mora no Brasil e trabalha como correspondente do jornal diário Volkskrant, disse que o tema da corrupção interessa aos conterrâneos e que o escândalo da Petrobras foi um dos assuntos noticiados. Ela ressalta outros pontos que ganharam espaço após a Copa do Mundo, quando começaram a abordar as eleições.
— A história de vida da Marina Silva, que é diferente, e os programas sociais, como o Bolsa Família, porque tem muitas pessoas que a vida melhorou por causa dele. Não entramos muito nas brigas pessoais, falamos apenas que tem um ambiente hostil entre os candidatos e que os debates são de muita briga e pouco conteúdo — comenta Marjolein.
Não é só na Holanda que as agressões não são valorizadas. O repórter Matt Sandy, que escreve para o tabloide britânico The Mail on Sunday, para o The Independent e para a Al Jazeera America, comenta que no Reino Unido não há tradição de ataques entre os candidatos, de campanhas que ele define como "negativas".
Em sua primeira eleição brasileira, Matt diz que, neste segundo turno, as notícias estão com menos força internacional e que houve um grande interesse em Marina Silva, terceira colocada no dia 5 de outubro. Como estrangeiro, que chegou no Brasil após as eleições municipais de 2012, o jornalista aponta dois setores nos quais gostaria que o próximo governo prestasse mais atenção.
— O investimento contínuo em saúde pública e educação é muito importante para o futuro do Brasil — diz Matt.
Economia interessa a chineses e britânicos
As políticas econômica e externa dos candidatos estão na mira dos chineses. O correspondente Chen Weihua, da agência Xinhua (instituição jornalística oficial do governo), comenta que elas afetarão o desenvolvimento do Brasil no futuro e que interessa aos leitores saber a atitude de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) em relação aos investimentos estrangeiros.
— Hoje, as relações bilaterais sino-brasileiras são consideradas por ambos os lados como a melhor etapa na história, por isso, os importantes acontecimentos políticos do Brasil atraem os leitores chineses — explica Chen.
As eleições brasileiras também aparecem em revistas especializadas. Na semana passada, o editorial da revista britânica The Economist recomendou que os eleitores brasileiros abandonem a candidatura de Dilma e apoiem Aécio.
A revista afirma que, quando a presidente foi eleita, o Brasil parecia prestes a aproveitar todo o potencial da então ministra-chefe da Casa Civil, mas que, durante a gestão, a economia estagnou-se e o progresso social desacelerou. O editorial diz ainda que Dilma continua favorita a vencer as eleições porque os brasileiros "ainda não sentiram o arrepio econômico em suas vidas". O repórter Matt Sandy confirma a tendência dos compatriotas.
— Acho que as elites britânicas (políticas e financeiras) preferem Aécio porque ele atuaria mais em seus interesses — afirma.
O que é destaque em cada país
Holanda
- História da candidata Marina Silva
- Corrupção na Petrobras
- Programas sociais
China
- Propostas de cada candidato para a economia
- Visão dos candidatos sobre investimentos estrangeiros
Reino Unido e Estados Unidos
- História da candidata Marina Silva
- Perfil econômico de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB)
- Corrupção na Petrobras

Guerra Sem Fim (Gaza) - Uriel

Faixa de Gaza é um território no Oriente Médio com baixo desenvolvimento, é um dos lugares mais conturbados do mundo por causa das presentes disputas.

O território designado como Faixa de Gaza foi dominado durante séculos pelo Império Otomano. A posse da região só mudou de dono com o término da Primeira Grande Guerra Mundial, quando os britânicos passaram a ter o controle do local. Após o término da Segunda Grande Guerra Mundial  a situação ficou mais tensa no Oriente Médio e foi criado o Estado de Israel. Os conflitos que se ligam à criação e à existência deste fizeram com que a região de Gaza recebesse milhares de refugiados palestinos 
que foram expulsos de Israel.

O termo “Faixa de Gaza” tem origem na Antiguidade, o nome é uma referência à principal cidade da região, Gaza. O local é situado no Oriente Médio e faz fronteiro com o Egito, ao sul, com Israel, ao norte e leste, e banhado pelo Mar Mediterrâneo. Com aproximadamente 41 Km de extensão, a Faixa de Gaza apresenta largura que varia entre os 6 e 12 Km, totalizando 360 Km². O território foi dividido em cinco partes: Rafah,Khan Yunis, Dayr AL-Balah, Cidade de Gaza e Norte de Gaza. É uma região árida de clima temperado, marcada por ser plana, tendo como maior altitude 105 m.


A região apresenta precárias condições de vida, não há infra-estrutura adequada e consequentemente a economia é extremamente debilitada. Apenas 13% das terras da Faixa de Gaza são aráveis. Mesmo sem oferecer condições, a Faixa de Gaza é um dos territórios mais densamente povoados da Terra, conta com 1,4 milhões de habitantes no pequeno território referido anteriormente. Sua população é extremamente marcada pela religião islâmica, sendo mais de 99% dos habitantes fiéis muçulmanos. Entre estes se destaca ainda a soberania dos muçulmanos sunitas. O restante da população professa a fé cristã, mas não soma sequer 1% dos habitantes. A língua mais falada na Faixa de Gaza é o árabe, seguida pelo hebraico.
O território da Faixa de Gaza é extremamente conflituoso, é disputado e ocupado militarmente por outros países. Há um constante clima de tensão na região por causa de correntes conflitos. A região não é oficialmente reconhecida como parte integrante de algum país soberano, a Faixa de Gaza é toda cercada por muralhas nas divisas com Israel e com o Egito. A Autoridade Nacional Palestina, contudo, reivindica a região como território pertencente aos palestinos.

A inconsistência sobre quem é o verdadeiro dono do território da Faixa de Gaza gerou vários conflitos no local. Além disso, fazem parte do conflito as características religiosas dos habitantes do local, os quais se chocam principalmente com os israelenses. Israel, por sinal, ocupou militarmente a região entre junho de 1967 e agosto de 2005. Hoje ainda, Israel é o responsável pelo controle do espaço aéreo e do acesso marítimo à Faixa de Gaza.

No ano de 2007, em junho, um confronto armado envolvendo o Fatah e o Hamas transferiu o controle da Faixa de Gaza para o Hamas.

domingo, 19 de outubro de 2014

Guerra sem fim ( Gaza)

A maioria dos israelenses acredita que nem Israel nem o Hamas venceram a guerra na Faixa de Gaza, que terminou com o cessar-fogo, após 50 dias de bombardeios. 

Para 54% dos israelenses, nenhuma parte saiu vitoriosa do conflito, contra 26% que apontam a vitória de Israel e 16% que citam os Hamas.

A popularidade do primeiro ministro Benjamin Netanyahu, registrou forte queda: 50% dos israelenses se declaram satisfeitos com a maneira como ele administrou a operação " Barreira Protetora" .

A pesquisa, publicada pelo jornal Haaretz, entrevistou 464 pessoas representativas da população israelense e tem margem de erro de 4,64%.

Isto é, 54% dos israelenses são contrários ao cessar-fogo e 37% favoráveis.

Netanyahu justificou a decisão de aceitar o cessar-fogo ao destacar que não admitiu nenhuma exigência do Hamas.

De acordo com primeiro ministro, " o Hamas nunca teve uma derrota de tal calibre desde sua criação", mas admitiu que "ainda é cedo para saber se a calma vai durar muito tempo".

O acordo de cessar-fogo, mediado pelo Egito, após uma guerra que deixou 2.143 mortos ao lado palestino.

O exército israelense também registrou as maiores perdas desde a guerra contra o Hezbollah libanês em 2006, com 64 soldados mortos. Seis civis também morreram na batalha.






terça-feira, 16 de setembro de 2014

Trafico humano

O tráfico de seres humanos não é somente um problema brasileiro, mas um fenômeno mundial que tem sido vivenciado por milhões de pessoas de diferentes lugares do mundo. Essas pessoas ficam submetidas a trabalhos forçados para gerar lucros aos grupos de exploradores.
No Brasil o tráfico de seres humanos se encontra como a terceira maior fonte de renda gerada pelo tráfico. Perdendo somente para o tráfico de armas e drogas.Dentre as principais vítimas, estão jovens em situação de grande vulnerabilidade, marcado por diversos problemas sociais, como falta de acesso a educação e condições dignas de sobrevivência. Muitos deles são aliciados, seduzidos pela possibilidade de melhorar as suas condições de vida.O medo que as vítimas sentem de fugir ou de denunciar o que está acontecendo são as principais razões para que o número total destas vítimas ainda seja desconhecido.
Este crime pode tomar diferentes formas, em combinações secretas com outros procedimentos ilegais: exploração infanto-juvenil, conflitos civis, trabalho forçado, pedofilia, migração ilegal e prostituição sob coerção. Especialistas chamam este crime de escravidão contemporânea.
CONHEÇA FATORES DE RISCO:
  • As mulheres que são exploradas pelo tráfico de seres humanos no Brasil, em sua maioria, são jovens, negras, solteiras, de baixa renda e com pouca escolaridade.
  • Pessoas que acreditam que vão melhorar de vida, porque são atraídas por promessas de emprego e bons salários em outros países.
  • Os aliciadores são, na maioria das vezes, homens adultos, com alto nível de escolaridade, muitos são empresários, que trabalham em casas de show, bares e agências de encontros.
  • Os encontros com as vítimas se dão, muitas vezes, através de uma conversa informal entre os turistas, que ficam hospedados nos hotéis, e as meninas que ficam na praia ou no calçadão.
  • Eles fazem propostas tentadoras paras estas meninas que quase sempre não tem muitos recursos financeiros para viver.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

TRAFICO HUMANO

O tráfico humano, também chamado de tráfico de pessoas, é uma das atividades ilegais que mais se expandiu no século XXI, pois, na busca por melhores condições de vida, muitas pessoas são ludibriadas por criminosos que oferecem empregos com alta remuneração. Esses “agentes” atuam em escala regional, nacional e internacional, privando a liberdade de indivíduos que sonham um futuro melhor.

De acordo com o Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em especial de Mulheres e Crianças, o tráfico humano é caracterizado como: “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.”

Portanto, o tráfico de pessoas consiste no ato de comercializar, escravizar, explorar, privar vidas, ou seja, é uma forma de violação dos direitos humanos. Normalmente, as vítimas são obrigadas a realizar trabalhos forçados sem qualquer tipo de remuneração – prostituição, serviços braçais, domésticos, em pequenas fábricas, entre outros –, além de algumas delas terem órgãos removidos e comercializados.

As vítimas já chegam endividadas ao destino de “trabalho”, pois elas têm que pagar aos traficantes valores elevadíssimos referentes à viagem, hospedagem, documentação, alimentação, roupas, etc. O problema é que essa dívida, através da cobrança de juros altos, toma proporções de forma que nunca poderá ser paga. Sendo assim, os criminosos passam a ameaçar e torturar os “devedores”.

As mulheres são o principal alvo, pois o retorno financeiro para os traficantes é maior, visto que a prostituição, atividade mais desenvolvida por pessoas do sexo feminino, é o destino de 79% das vítimas do tráfico humano. O trabalho forçado, exercido por homens, mulheres e crianças, representa 18%. Essa atividade movimenta cerca de 32 bilhões de dólares por ano, privando a vida de mais de 2,5 milhões de pessoas.



quarta-feira, 21 de maio de 2014

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

A violência é um problema social que está presente nas ações, e se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.
Porém, o que vemos são ações coercitivas, representadas pelo poder e autoritarismo dos professores, coordenação e direção, numa escala hierárquica, estando os alunos no meio dos conflitos profissionais que acabam por refletir dentro da sala de aula.

Além disso, a violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado jovens a perder a credibilidade quanto a uma sociedade justa e igualitária, capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os violentos, conforme esses modelos sociais.

Nas escolas, as relações do dia a dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição.

Muito se diz sobre o combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto para se revogar a mesma. As próprias instituições públicas se utilizam desse conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de engajamento dessas ações.

Levar esse tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.

Com recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo, considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e se engajar nessa ação, para que a mesma não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos.

Afinal, a credibilidade e a confiança são as melhores formas de mostrar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.






sexta-feira, 25 de abril de 2014

A televisão nos deixa "burros" demais

TV = IGNORÂNCIA
A televisão tem grande poder de manipulação e influência, e lá esta a classe mais alta de marketing e merchandising nos influenciando a ter uma ideia de que sempre os melhores produtos  são os que estão sendo apresentados nas propagandas de televisão, isso também ocorre em outros tipos de propaganda, tais como propagandas políticas com tentativas bem sucedidas de fazer com que nós possamos enxergar apenas o que os políticos impõe como positivo, desta forma apresentam apenas o lado ilusionista para que toda a população acredite que será tudo cumprido como tinha sido dito nas propagandas eleitorais.O resultado de tudo isso é um consumo extremamente desnecessário e exagerado, fazendo com que deixemos de lado até mesmo os melhores produtos por uma simples propaganda que pode elevar não só o consumo mas também o preço do tal produto, isto ocorre também com a propaganda eleitoral que nos faz enxergar promessas e projetos que seriam perfeitos sendo realizados na prática, porém muitos apenas tem início e nennhum final, desta forma através das propagandas a maioria das vezes o melhor candidato não esta sendo mostrado, mas sim os que tem mais parcerias e condições, o resultado de tudo isso é um governo que administra da forma errada e prejudica em todos os termos a sociedade.
A verdade é que a televisão nos faz enxergar apenas o que quer, o que se pode obter lucro, desta maneira o que era de real interesse social acaba se tornando um assunto desconhecido fazendo com que não possamos se quer ter conhecimento de qual é a nossa real condição política do momento, e se a tv ilustrasse tão bem programas políticos e educativos como "realitys shows", novelas e jogos de futebol a maior parte da sociedade iria estar bem informada e desta forma quem sabe, talvez lutar contra o que lhe prejudica, mas por falta de conhecimento e argumento acabamos sempre sendo manipulados por palavras difíceis e fatos muitas vezes que não são verídicos.
A ignorância é o que nos faz permanecer quietos e sem condição de bater de frente com o que nos prejudica, a televisão é a maior culpada disso tudo, pois passamos a maior parte do nosso tempo assistimos programas sem futuros que ocupam o tempo que deveríamos estar nos informando mais e mais para obter mais conhecimento e conseguir lutar pelos nossos direitos
Autor: Robson Vieira


A copa do mundo

Copa do mundo: O fracasso


Tentar realizar um evento de tamanha grandiosidade onde a miséria em todos sentidos impera parece uma piada, mas não é, é a realidade que encaramos em nossas caras e não conseguimos fazer nada a não ser se lamentar.Tentam alienar a população que a copa nos trará benefícios mas esses mesmos benefícios eram para ser nossos sem copa, sem nada, apenas investindo no que realmente necessita de atenção, nós, o povo que sofre esperando até 5 horas para ser atendido em postos de saúde, o povo que chega a esperar 40 minutos pra se sentir dentro de uma lata de sardinha chamada ônibus, o povo que sai de casa cedo pra ir pra escola e vê a ausência de professores e inúmeras aulas vagas e o mesmo povo vê cada vez mais o pequeno aumento salarial e o grande aumento dos impostos.
Gritar gol e ver a felicidade nacional por 1 ou 2 meses não vai solucionar nenhum desses problemas, essa é a fórmula para manipular o povo, futebol e televisão, só isso basta para esconder tudo que tem de errado e criar uma ilusão de um pais perfeito onde o pobre não tem vez.O site www.correio24horas.com.br manipula que os custos da copa de 2014 chegaram a R$ 8,9 BILHÕES enquanto juntando investimentos feitos na educação, saúde e transporte não chegam nem na metade desses grandiosos números.
Enquanto o dinheiro estiver nas mãos de pessoas erradas, não haverá melhoria, é de se pensar se existem pessoas certas, depois de tantas passagens frustradas e de roubalheira.A miséria carência de atenção, enquanto não acabarmos com ela não haverá melhoria, a riqueza começa quando se destrói de forma inteira a pobreza, a partir disso poderíamos pensar em receber outros países de grande porte e realizar um evento deste tamanho.

Autor: Robson Vieira 



A violência nas escolas

                                DAS RUAS PARA AS SALAS DE AULA


Cenas de alunos brigando entre si, agredindo professores ou sendo atacados por profissionais que deveriam ensiná-los são cada vez mais comuns nas redes sociais e em noticiários da TV.

Os casos acontecem desde os anos 1990 – quando surgiram as primeiras discussões de especialistas sobre o assunto – e estão relacionados com o aumento da criminalidade nas grandes cidades, verificado na mesma época.

Na última década, contudo, os registros tornaram-se mais frequentes, além de ganharem notoriedade graças à divulgação na internet, em sites como o YouTube e o Facebook. Os vídeos são disseminados, muitas vezes, pelos próprios jovens envolvidos nas agressões, como forma de conquistar status junto aos colegas.




O crime mais marcante ocorreu em 7 de abril de 2011, quando doze adolescentes com idades entre 12 e 14 anos foram mortos a tiros na escola municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro do Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. O atirador, Wellington Menezes de Oliveira, era um ex-aluno que teria sido vítima de bullying.

Segundo a pesquisa mais recente sobre o assunto, divulgada em 9 de maio, quatro em cada dez professores já sofreram algum tipo de violência em escolas do Estado de São Paulo. O levantamento, realizado pelo Instituto Data Popular e a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), entrevistou 1.400 docentes da rede estadual de 167 cidades.

Os dados comprovam o que educadores já sabiam: a fronteira entre a escola e a violência das ruas deixou de existir. Vandalismo, agressões, confronto entre gangues, roubos, tráfico e até assassinatos passaram a fazer parte da rotina escolar.

De acordo com a pesquisa, intitulada “Violência nas escolas: o olhar dos professores”, 72% dos professores já presenciaram briga de alunos, 62% foram xingados, 35% ameaçados e 24% roubados ou furtados. A situação é pior em bairros de periferia, onde 63% dos profissionais consideram a escola um espaço violento. A insegurança no trabalho, de acordo com os coordenadores do estudo, é comum entre os docentes.

Drogas

Mas, porque a escola deixou de ser uma referência de segurança e de futuro melhor para crianças e adolescentes para se tornar um ambiente de medo?

Na opinião dos professores entrevistados (42%), as razões estariam no uso de drogas por parte dos alunos. O tráfico, muitas vezes, acontece dentro dos próprios estabelecimentos de ensino.

Psicólogos e pedagogos apontam ainda a educação recebida em casa. Os pais são muito permissíveis em relação o comportamento dos filhos ou muito agressivos. De qualquer forma, de acordo com especialistas, a falta de valores familiares seria um dos motivos da violência.

Apontam-se, também, fatores como a exclusão social a falta de perspectiva em relação ao futuro profissional e acadêmico. A educação, nesse sentido, deixou de ser uma alternativa ao ciclo de pobreza e desagregação familiar vivido por estudantes de periferias.

Entretanto, uma pesquisa mais abrangente, publicada pela Unesco em 2003, concluiu que nenhuma dessas explicações, isoladas, respondem à questão. É preciso, de acordo com a Unesco, analisar um conjunto de causas externas (como o fácil acesso a armas e drogas no entorno das unidades de ensino) e internas, que interagem entre si.

Entre os aspectos internos são apontados a falta de segurança nas escolas e o descontentamento de alunos com a disciplina, a estrutura e a qualidade de ensino. Segundo a Unesco, a violência é uma das principais razões para o abandono dos estudos.

Para especialistas, programas educativos que envolvam a comunidade e discutam o tema com alunos e familiares apresentam resultados positivos na redução da violência nas escolas. Os governos investiram, ao longo dos anos, em rondas escolares, sistema de vigilância por câmeras e proteção dos prédios com muros altos, grades e cadeados. Também são promovidos eventos, palestras e oferecidos cursos de mediação de conflitos em escolas públicas para educadores.
           Autor: Victor Alves

A educação começa em casa

                                                 A educação vem de berço

A convivência familiar é a maior oportunidade para a criança apreender uma formação baseada nos princípios morais e nas virtudes.

Quando a família tem bons princípios de educação, usando em seu cotidiano formas educadas de lidar uns com os outros, falando num tom de voz tranquilo e baixo, usando as palavras que traduzem educação e delicadeza, como dar bom-dia e boa-noite, pedir por favor, agradecer com um muito obrigada, pedindo licença, dentre várias outras, a criança absorve esses conceitos e os leva por toda a vida.
Porém, o que vemos são famílias que deseducam, achando que os meninos não podem aprender boas maneiras, pois isso comprometerá a sua masculinidade.

Quem não gosta de um homem fino, bem-educado, que abre a porta do carro para sua namorada ou esposa, que tem a delicadeza de presentear-lhe com rosas, puxar a cadeira para ela se sentar? O famoso “gentleman”, tão raro hoje em dia, que na sua masculinidade consegue permanecer com conceitos que não o comprometem nesse sentido, tornando-o o homem mais desejado. Mas para que isso aconteça, é necessário que a criança tenha aprendido a conviver com esses exemplos e conceitos desde muito pequena.

Em algumas famílias é normal que se usem palavrões como forma de se tratar, pais chamam filhos de burro, porco, mas é bom lembrá-los que filho de porco só pode ser porquinho, que filho de burro também é burrinho e que não somos animais para recebermos tratamento como se o fôssemos, de forma grosseira e pejorativa.

Outra coisa que compromete muito a educação da criança é quando ela não recebe informações adequadas de higiene, como limpar o nariz no banheiro, assuando o mesmo e lavando as mãos com água e sabão, e não tirando as secreções por todos os cantos da casa ou mesmo na rua, na frente de outras pessoas.

Comum também é ver a família rindo, se divertindo quando a criança está com flatos, soltando seus gases em qualquer lugar, na frente de qualquer um. É claro que a criança muito pequena demora certo tempo para conseguir controlá-los, mas por volta dos dois anos, quando já consegue fazer o controle dos esfíncteres, esse domínio pode ser aprendido também, se esse for o exemplo dado pela família. No caso dos arrotos, o bebê deve praticá-lo sim, para não ter perigo de engasgar com os refluxos, mas, aos poucos, à medida que cresce, deve deixar o hábito também.
 

Uma criança pequena consegue cortar adequadamente seu alimento
Quanto à alimentação, desde pequenas as crianças conseguem absorver os conceitos de boa etiqueta e, mesmo dentro de suas limitações ligadas ao desenvolvimento da coordenação motora, são capazes de mostrar algumas aprendizagens nesse sentido, como segurar a colher e levar sozinha o alimento à boca, aprendem a cortar corretamente os alimentos e, aos poucos, isso vai fazendo parte de sua rotina, tornando-se bem fácil.

É bom lembrar que aquilo que se aprende na infância fica por toda a vida e o que não se aprende quando pequeno fica muito mais difícil de ser aprendido depois. Um erro comum dos pais é permitir que crianças façam tudo o que querem e, quando vão crescendo, chegando por volta dos sete/oito anos, estes iniciam uma cobrança repentina, chegando a bater nos filhos para corrigi-los. Se tivessem ensinado boas maneiras desde bem pequeninos isso não aconteceria, não precisariam chegar a tal extremo.

Então, eduquem seus filhos ensinando-lhes as regras básicas de educação, de boas maneiras e de boa convivência, pois a vida exige esses conceitos e quem não os tem encontra maiores dificuldades no meio social.
                                                                                                                                      Autor: Victor Alves

A tv deixa as pessoas burras!!!

Uma polêmica que está sempre indo e vindo, virou hit com os Titãs ("a televisão me deixou burro muito burro demais") e é alvo de inúmeros estudos científicos volta à tona a partir de uma nova e enorme pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá: assistir à televisão emburrece as crianças, como mostra reportagem do The Independent . Os cientistas acompanharam 1.314 crianças nascidas em Quebec entre 1997 e 1998, com idades entre 29 meses (2 anos e meio) e 53 meses (4 anos e meio) até chegarem aos 10 anos. Seus pais precisavam relatar quantas horas os filhos assistiam à TV e os professores avaliavam a evolução acadêmica delas, suas relações psicosociais e seus hábitos de saúde. Em média, as crianças de 2 anos assistiam a 8,8 horas por semana à TV e as de 4 anos, uma média de 15 horas por semana. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.
Os pesquisadores descobriram que os pequenos que passavam mais tempo em frente à telinha eram piores em matemática, comiam mais junk food e sofriam mais bullying  vítima de bullying - e como de outras crianças.
As descobertas mostram que há evidências científicas de que a TV prejudica o desenvolvimento cognitivo e que o governo canadense deveria limitar o número de horas das crianças em frente à TV. Os pediatras americanos já recoemdnam que aquelas com menos de 2 anos não deveriam assistir à TV alguma e as mais velhas deveriam ter um limite diário de 2 horas por dia no máximo. A França já proíbe programas para crianças com menos de 3 anos e a Austrália recomenda que as entre 3 e 5 anos não assistiam a mais de uma hora por dia.
Os cientistas que conduziram o estudo afirmaram que a fase pré-escolar é importantíssima para o desenvolvimento do cérebro e que o tempo em frente à TV é um desperdício e pode levar à aquisição de hábitos ruins. A autora do estudo, Linda Pagani, da Universidade de Montreal, disse que o impacto negativo de se assistir à TV nesta idade permanece por toda a vida.

AUTOR: victor alves

quinta-feira, 20 de março de 2014

A TV NOS DEIXA BURRO


A INFLUÊNCIA DA TV NAS PESSOAS 

A televisão pode ser uma fuga para as pessoas diante das dificuldades do cotidiano, pois lá tem distração, entretenimento. A Tv aberta no Brasil tem um caráter meramente comercial, logo tem que vender para sobreviver. e Isso ela sabe fazer muito bem, é especialista. No documentário da BBC " Muito além do cidadão Kane " é mostrado que a Globo vende seus produtos não só no horário comercial como durante suas programações. Além de produtos, ela acaba também vendendo ideias, valores e conceitos. É fácil perceber a influência da Tv na vida das pessoas, basta observar no jeito de falar, se vestir, corte de cabelo e da visão que se tem de determinado lugar, por exemplo. Assim percebemos que a Tv pode exercer grande influência na vida das pessoas. Foi visto também no mesmo documentário que a Tv exerce forte poder de dominação, famílias inteiras ficam de frente à Tv assistindo novelas e se encantando com uma falsa realidade, o problema é que essa falsa realidade acaba avaliando o vazio social que essas pessoas têm.
Sendo que no Brasil existe cerca de 14, milhões de analfabetos, pesquisa divulgada pelo IBGE em 2010, a Tv acaba se tornando o principal meio de informação. E tudo o que é mostrado pode se tornar verdade absoluta para essas pessoas. Para elas, a televisão é um meio ditador de moda, estilo e regras sociais.
Tem uma frase que diz " Tire a televisão do Brasil e o país desaparece ". Muitas crianças brasileiras passam mais tempo diante da televisão do que em sala de aula ou convivendo com seus pais. Se tivéssemos uma educação comprometida com a formação de pessoas, principalmente como cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, capazes de intervirem na sociedade visando o bem-estar, talvez não houvesse nas programações da Tv tanta ênfase em cenas de sexo, troca de casais, mostrado de uma forma que torna tudo tão banal e desvaloriza e tira o real sentido do sexo e do matrimônio.
Assim sendo, o " comodismo " nacional é expressão da situação de inconsciência e atraso da população. Enquanto o povo brasileiro saciar-se com a tantas " improduções " televisivas, nós seremos sempre ínfimos elementos dentro de um sistema alienante  e enfraquecedor de forças coletivas, que unidas elevariam o nível de vida no Brasil .



quarta-feira, 19 de março de 2014

A TV Nos Deixa Burros

A TV só deixa burro quem quer

Intelectuais tratam a TV como se fosse uma máquina de fabricar idiotas, uma ferramenta de alienação diária, um tubo sugador de individualidades. Mas essa generalização não ajuda muito e, cada vez mais, não bate com a realidade: quem quiser ver TV de qualidade e souber procurar, hoje em dia, vai encontrá-la. E muita gente está fazendo isso. É comum que num jantar ou encontro de amigos o assunto não sejam bons filmes como A Origem ou Ilha do Medo, mas seriados e programas de TV. Quantas conversas recentes não foram sobre as saudades que Roma e Os Sopranos deixaram ­– e que até certo ponto são compensadas pelos DVDs, campeões de venda? Ou sobre as risadas que Two and a Half Men ou Mad Men não param de causar? Ou sobre a estranha personagem que é o doutor House, com sua língua de víbora e coração de manteiga?

Não é de hoje que a TV tem muitas coisas boas. Seinfeld, por exemplo, marcou uma geração de uma maneira que ainda não foi bem compreendida. As telenovelas brasileiras antes pareciam melhores, como Roque Santeiro e Vale Tudo, porque entrelaçadas com o momento histórico sem perder o que é folhetinesco, com romance, humor e suspense. Programas “cult” como L’Apostrophe e Bouillon de Culture, com ótimas entrevistas com escritores, não existem mais. Aqueles especiais do Globo Repórter sobre Tom Jobim, por exemplo, e as séries literárias como Grande Sertão: Veredas e O Tempo e o Vento nunca foram superados. Mas vamos ser honestos: nos anos 80 e mesmo 90, o que mais se tinha na TV eram os “enlatados” americanos, bobagens em horário nobre diário como Casal 20 e Magnum. Em muitas áreas – jazz, cinema, futebol – o saudosismo tem lá suas razões. Na TV, não.

Desde a chegada da TV por assinatura, o espaço para produções de grande nível – diálogos, roteiros, atuações – aumentou, permitindo um mínimo de opção para quem não suporta os programas de auditório e a ficção arrastada da TV aberta, ou mesmo os jogos de futebol. Documentários excelentes têm sido exibidos no GNT, na HBO e na Globo News. A série sobre natureza da BBC, Life, é um marco do qual se falará daqui a muitos anos. Qualquer episódio de The Good Wife ou Fringe é mais bem escrito e dirigido que todas as novelas somadas. Não por acaso, o diretor argentino do excelente longa O Segredo dos Seus Olhos, Juan José Campanella, dirigiu alguns de Law & Order – assim como Quentin Tarantino certa vez dirigiu episódios de E.R. (Plantão Médico), outro seriado que fez história.

Mais recentemente, Martin Scorsese se engajou como diretor e produtor no ótimo O Império do Contrabando, um verdadeiro romance realista em capítulos, em cartaz na HBO aos domingos. No Brasil, o diretor do filme Lavoura Arcaica, Luiz Fernando Carvalho, fez trabalhos como Os Maias e Afinal, O Que Querem as Mulheres?. Outros canais oferecem shows memoráveis, como K.D. Lang no Multishow HD, e programas musicais como o de Jools Holland, sempre com ótimos convidados, no HBO Plus. Eu poderia citar ainda programas de jornalismo, humor, sexualidade, “talk show”, etc. Mas acho que está mais provado de que a TV nem sempre emana o tédio. Basta um espectador atento.

                                                                                                            Uriel Martins

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Desordem e Regresso

Fifa condena violência e confia em Copa segura no Brasil

Entidade e governo brasileiro trabalham com a ideia de que manifestações ocorrerão novamente durante o Mundial

Depois dos protestos contra a realização da Copa ocorridos em várias capitais brasileiras, a Fifa se pronunciou oficialmente condenando a violência das manifestações. A entidade também afirmou que confia no plano de segurança criado pelo governo brasileiro para o Mundial. A situação levou a presidente Dilma Rousseff a convocar uma reunião de emergência.

— A Fifa respeita totalmente os protestos de forma pacífica, sempre que os direitos dos demais também sejam respeitados. Porém, condenamos qualquer forma de violência — afirmou a entidade.

De acordo com a Fifa, esse modelo funcionou bem durante a Copa das Confederações e é baseado em um plano que foi realizado com sucesso em outros Mundiais. Apesar disso, membros da entidade responsáveis pela segurança admitiram que consideram os protestos no Brasil uma séria ameaça para a Copa do Mundo.


Tanto o governo quanto a Fifa trabalham com a ideia de que essas manifestações vão se repetir em 2014. Na Suíça, ao lado da presidente Dilma Rousseff, a entidade anunciou um projeto que pretende promover o lado social que o Brasil pode mostrar durante o Mundial. A iniciativa envolve ações para combater racismo, incentivar o futebol feminino e promover a paz.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Impunidade dos políticos corruptos


A Impunidade dos políticos corruptos


O governador José Roberto Arruda já tinha tentado outras vezes, mas só agora conseguiu obter as credenciais definitivas para se juntar a um seleto clube de personalidades do mundo político. Revelada uma parte de sua devastadora cinebiografia, antes restrita a uma singela violação do painel eletrônico do Congresso, o governador voltou a traçar planos para o futuro. Em conversas com amigos, disse que não há a mínima possibilidade de renunciar ao mandato. Acredita que, até o fim de 2010, outros escândalos de corrupção vão surgir e o dele será esquecido. Se não for expulso do DEM, como deseja, ainda se candidata a uma vaga de deputado federal, garantindo com isso a imunidade, o foro privilegiado e o santo graal de políticos como ele: a impunidade. Impunidade significa falta de castigo. A punição de culpados por crimes é uma das pedras angulares da civilização. Mas não no Brasil, e muito menos para políticos que se associam a malas de dinheiro e corrupção, como Arruda.
Leon Neal /AFP
PONTO DE INFLEXÃO
Lula inaugurou a era da moral restrita 
ao passar a mão na cabeça de corruptos

A punição existe para impor limites, refrear instintos naturais e permitir que os indivíduos possam se proteger uns dos outros. A impunidade é o avesso de tudo isso. Impunitas peccandi illecebra (a impunidade estimula a delinquência), lembra o ditado em latim. Ou, quando não chega a tanto, ao menos produz a impressão de que vivemos em um mundo sem limites. Na semana passada, VEJA ouviu cientistas políticos, filósofos, advogados e historiadores sobre as raízes da corrupção. Eles são unânimes em apontar a impunidade como a principal causa da corrupção. "Enquanto não colocarem um corrupto graúdo na cadeia, nada vai mudar", diz o filósofo Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Parece mesmo estar longe o dia em que um corrupto estrelado pagará por seus crimes. O máximo que se vê são admoestações. O STF, a corte encarregada de punir os incomuns, nunca condenou nenhum. Os envolvidos nos principais escândalos recentes estão livres, leves e soltos - revelando um terrível costume que não vem de hoje.
No Império, havia até pena de morte para crimes graves - sempre aplicada às camadas mais baixas da sociedade. Já naquela época, os políticos se beneficiavam da impunidade. José Carlos Rodrigues foi um dos primeiros corruptos notórios do Brasil. Em 1866, ele era chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Conselheiro Carrão, quando foi flagrado tentando sacar dinheiro da tesouraria do ministério com uma assinatura falsificada do seu superior. Condenado a vinte anos de prisão, fugiu do Brasil para os Estados Unidos. Com a proclamação da República, acabou nomeado para um cargo na Embaixada do Brasil em Londres, mesmo sendo considerado fugitivo pela Justiça brasileira. Outro caso notório: o sobrinho do presidente Deodoro da Fonseca foi flagrado falsificando atos do governo para favorecer banqueiros amigos. Também deixou o Brasil para escapar da punição.
A corrupção e a impunidade na República Velha serviram de matéria-prima para a obra literária de Machado de Assis e Lima Barreto e consagraram imagens e personagens nos tempos mais recentes. Adhemar de Barros, político paulista a quem foi atribuída a frase "rouba mas faz", chegou a ser condenado em primeira instância pela Justiça. Não pelos escandalosos casos de desvio de recursos públicos, mas pelo sumiço de uma obra de arte, a "urna marajoara". Para escapar da prisão, fugiu para o Paraguai e a Bolívia. Na volta, elegeu-se prefeito de São Paulo, foi o candidato mais votado no estado em duas eleições presidenciais e ainda foi eleito governador. Com a ditadura militar, a corrupção foi escondida e os corruptos ligados ao regime agiam impunemente. Com a redemocratização, houve um alento com a cassação de um presidente por corrupção. Mas a punição foi um ponto fora da curva. A regra nos governos seguintes continuou sendo a impunidade.
A corrupção tem se revelado uma calamidade que consome o resultado do trabalho de milhões de brasileiros, envergonha o país e mancha a imagem do Brasil no exterior. É um problema que, como se viu nos últimos anos, independe de ideologia ou de partidos políticos. O PT, desde que chegou ao poder com Lula, viveu uma série de escândalos, sendo os mais notáveis o do mensalão e o dos aloprados. Seu parceiro preferencial, o PMDB, tem em seus quadros alguns dos políticos mais notórios do Brasil, como Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney. E o PSDB viu na semana passada o Supremo Tribunal Federal acolher a denúncia contra o senador Eduardo Azeredo, operador de um esquema similar ao mensalão quando governava Minas Gerais. São todos casos comprovados, fartamente documentados, mas todos ainda sem punição.
Segundo o último levantamento da Transparência Internacional, divulgado em novembro, o Brasil ocupa a 75ª posição no ranking das nações mais corruptas do planeta. O país teve uma nota de 3,7 em uma escala que vai de zero (países mais corruptos) a 10 (países considerados pouco corruptos). Foram analisadas 180 nações. Em relação ao ano anterior, o Brasil melhorou cinco posições. A Transparência faz pesquisas com especialistas de cada país, que avaliam a presença da corrupção nas instituições públicas locais. Com base nessas avaliações, são dadas as notas a cada nação e monta-se um ranking. Segundo a ONG, os problemas do Brasil e da América Latina são instituições fracas, burocracia extrema, excesso de influência privada sobre o setor público e restrições à liberdade de imprensa. O Haiti foi considerado o país mais corrupto da América e a Somália, do mundo. A Nova Zelândia ficou no topo do ranking dos países menos corruptos. Na América do Sul, apenas duas nações aparecem à frente do Brasil no ranking da corrupção: Uruguai e Chile.
Os especialistas ouvidos por VEJA são unânimes em afirmar que a impunidade está na raiz do problema. A ausência de punição funciona como um atrativo à ilegalidade, passando uma ideia de que o crime no Brasil compensa, principalmente entre os criminosos de colarinho-branco. Mas não é só a impunidade que colabora para a perpetuação da corrupção no país. Há pelo menos outros nove pontos levantados pelos estudiosos do assunto que precisam ser atacados para que a corrupção deixe de ser uma endemia. E eles não se restringem ao Poder Judiciá-rio, ao qual cabe, em última instância, a punição dos corruptos. O sistema político também tem sua parcela de responsabilidade. Uma de suas piores mazelas é a distribuição política de cargos. Há no Brasil cerca de 25 000 cargos de livre nomeação pelo presidente da República. Nos Estados Unidos, não chegam a 5 000. Na Inglaterra, mal passam de 100. No Brasil, o chefe do Executivo loteia o governo entre os partidos para garantir o apoio necessário para aprovar seus projetos no Legislativo. Os políticos considerados honestos por eles próprios usam os cargos para arrecadar dinheiro e financiar campanhas. Os desonestos fazem o mesmo para enriquecer. Quase sempre as duas coisas andam juntas, como revelou o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho, flagrado levando a peteca de 3 000 reais que expôs o mensalão. "Uma medida urgente e simples para combater a corrupção é reduzir o número de cargos de nomeação política, que está na origem de todo escândalo", afirma Cláudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil. "O roubo existe por causa do ladrão. O álibi do financiamento de campanha usado pelo corrupto precisa ser espancado. O corrupto rouba para viajar para o exterior, para comprar iate, para comprar bolsa Louis Vuitton. Não rouba só para financiar campanha", afirma o deputado federalMiro Teixeira (PDT-RJ).
Ueslei Marcelino/Folha Imagem
"O problema do Brasil é a impunidade. Enquanto não colocarem os corruptos graúdos na cadeia, nada vai mudar."Denis Lerrer Rosenfield, Filósofo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Roberto Jayme/Valor
"Não existe uma tradição de condenar corruptos. Nas principais democracias, porém, as causas da corrupção são combatidas. No Brasil, nem isso."Claudio Weber Abramo, Diretor executivo da Transparência Brasil

Roberto Setton
"Os corruptos sempre se deram bem. No mundo político, bobo é quem é honesto. Os ladrões são os espertos."Marco Antonio Villa, Historiador da Universidade Federal de São Carlos

Oscar Cabral
"O político corrupto rouba para comprar iate, para comprar bolsa Louis Vuitton, não para financiar campanha." Miro Teixeira, deputado federal (PDT-RJ)

A Copa no Pais da Violência


Fifa condena violência e confia em Copa segura no Brasil

Manifestações contra a realização do Mundial ocorreram em várias capitais brasileiras no fim de semana
A Fifa condenou a violência nas manifestações no último fim de semana e afirmou que está "confiante" de que o plano de segurança que o governo brasileiro desenvolveu vai funcionar durante a Copa do Mundo. Em um pronunciamento oficial nesta segunda-feira, a entidade máxima do futebol comentou os protestos do, ocorridos do Brasil, e que levaram a presidente Dilma Rousseff a convocar uma reunião de emergência.
"A Fifa respeita totalmente o direito de as pessoas protestarem de forma pacífica, sempre que os direitos dos demais também sejam respeitados", disse a entidade. "Mas condenamos qualquer forma de violência", alertou, para em seguida enfatizar: "Estamos confiantes de que o conceito de segurança adotado pelas autoridades brasileiras vai garantir a segurança de torcedores, delegações e imprensa".
Se publicamente a Fifa se diz "confiante", membros da entidade responsáveis pela segurança confessaram, já na semana passada, que consideram as manifestações no Brasil como "uma séria ameaça" para a Copa.De acordo com a Fifa, esse modelo "funcionou bem" durante a Copa das Confederações de 2013 e está baseado em uma estratégia que já foi usada e testada com sucesso em outros Mundiais.
Tanto o governo quanto a Fifa já trabalham com o cenário de que essas manifestações vão se repetir na Copa. Em Zurique, a entidade vem adotando uma estratégia de mostrar que o Mundial pode ter seu lado social, num projeto anunciado ao lado da presidente Dilma Rousseff. A iniciativa envolve ações para combater racismo, incentivar o futebol feminino e promover a paz.
Questionado pela reportagem em Davos no fim de semana, a ministra Helena Chagas, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, admitiu que "não sabia" dos detalhes sobre como esse plano será adotado. Mas indicou que, para promover a paz, uma pomba seria solta em cada jogo para simbolizar a necessidade da realização da Copa em condições pacíficas.