A violência
é um problema social que está presente nas ações, e se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no
processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação
da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores
ou demais funcionários.
Porém, o que
vemos são ações coercitivas, representadas pelo poder e
autoritarismo dos professores, coordenação e direção, numa escala hierárquica,
estando os alunos no meio dos conflitos profissionais que acabam por refletir dentro
da sala de aula.
Além disso,
a violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os
latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado jovens a
perder a credibilidade quanto a uma sociedade justa e igualitária, capaz de promover
o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os
violentos, conforme esses modelos sociais.
Nas escolas,
as relações do dia a dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes
que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando
atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição.
Muito se diz sobre o
combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa
guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto para se
revogar a mesma. As próprias instituições públicas se utilizam desse
conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de
engajamento dessas ações.
Levar esse
tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com
um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de
reflexão que auxiliarão na transformação social.
Com recortes
de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados,
notícias televisivas, dentre outros, os professores podem levantar discussões
acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo,
considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e
se engajar nessa ação, para que a mesma não se torne contraditória. E muito
além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor
soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se
percebam capacitados para agir como cidadãos.
Afinal, a credibilidade e
a confiança são as melhores formas de mostrar para crianças e jovens que
é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.
